Morar fora: para onde vou?

shoesMe recordo como se fosse hoje de quando eu era pequena e meu pai sempre retornava cheio de histórias e fotos sobre os lugares por onde passava, comidas que experimentava e pessoas que conhecia pelo mundo, pois ele sempre viajava a trabalho. Apesar de não ir com ele, por ser muito pequena, eu sempre imaginava que um dia moraria no exterior.

Bom, o tempo passou e a vontade de morar fora ainda era constante. O mais engraçado é que até os meus 25 anos eu nunca tinha ido a nenhum outro país e nem sequer andado de avião, porque eu morria de medo!

Um dia, conversando com uma amiga que trabalhava comigo, comentei da minha vontade de morar fora e da falta de coragem de ir sozinha – lembra, Bastos? Ela, para minha surpresa se empolgou e disse: vou com você ! Como o objetivo era voltar fluente para o Brasil, meu desejo sempre foi morar em um país onde a língua oficial fosse o inglês.

A empolgação foi tanta que a mãe dela – que já tinha morado em Londres – comprou de presente um livro de mais de 500 páginas com todas as informações sobre a Austrália! “Austrália?”, eu pensei, esse lugar é muito longe. Falei com ela que não gostaria de ir para tão longe, mas pra ser sincera, o meu maior medo era viajar por 24 horas de avião até chegar ao outro lado do mundo.  A Austrália, naquele momento, estava fora de cogitação.

Pensei, então, no Canadá, porque além do inglês, poderíamos aprender um pouco de francês, língua no Norte do Canadá. Nos empenhamos, fomos a algumas palestras e, quando descobrimos o preço da aventura, minha amiga desistiu na hora.

Fiquei um pouco chateada porque eu não tinha coragem de ir sozinha, mas não queria desistir da ideia. Então, um dia, muitos meses depois, num bate papo informal daqueles de mesa de bar, comentei  do meu desejo de ir para o exterior com uma menina que estudou na  faculdade comigo, mas eu reforcei que não gostaria de ir sozinha. Ela ficou toda empolgada e topou, mas só se fosse pra Inglaterra. No começo, achei papo de boteco, mas algum tempo depois estávamos nós duas embarcando para Londres, rumo ao que seria a etapa da minha vida no exterior.

big ben Bom, esse é o começo da minha história…Para aqueles que tem o mesmo objetivo, aqui vão algumas dicas que me ajudaram bastante na hora de tomar minha decisão:

1- Pesquise bem o lugar escolhido, especialmente se nunca foi para o exterior. Culturas, comidas, pessoas fazem muita diferença na sua experiência. Eu, por exemplo, demorei 3 semanas para conhecer um pessoa inglesa em Londres;

2- Se for para um país frio, tente se programar para viajar durante o verão, só assim terá tempo de se acostumar com as mudanças de temperatura e com o fato de que os países no Norte do mundo têm dias muito mais curtos no inverno, o que faz parecer que está sempre de noite. Quando eu cheguei em Londres eu fiquei maravilhada de ver o sol se pondo às 10 da noite durante o pico do verão!

3- Se possível, tente conversar com pessoas que já estiverem ou moraram no lugar para onde você vai: elas podem te dar dicas valiosas sobre lugares para alugar casa, bares, restaurantes etc;

4- Algumas coisas são mais caras e outras são mais baratas no exterior. Eu cometi o erro de gastar R$600 em remédios para dor que me custariam R$70 nos supermercados ingleses;

5- Essa é uma questão pessoal, mas se nunca viajou para o exterior, aconselho a ir . Tem voos promocionais em companhias aéreas europeias por R$25 ida e volta;

6- E por último, aproveite a experiência, as diferenças, a diversidade: é super enriquecedor!

PS: Alguns devem ter notado que atualmente moro na Austrália. Acaso, coisas do destino? Isso é história para um próximo post.

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Versão em inglês

Living abroad: choosing the right place to go

Since I was a kid, I watched my dad travel around the world for his work conferences and he would come back full of pictures and stories about places he’s been, food he’s tried and people he had met. He never took us with him because we were too young, but it always made me think about going abroad.

I grew up but never lost that feeling. The funny thing is, until I was 25 years old, I’d never been in a different country and never travelled on a plane because I was too scared.

One day, talking to a girl that used to work with me, I said I really wanted to live overseas for a while but I didn’t have the guts to go on my own. To my surprise, she said she had the same dream and she would come with me. I said I would like to go to a country where I could improve my English.

She got so excited that the following day that she brought a book to work with more than 500 pages with everything you need to know about Australia – this was a present from her mum. “Australia?, this place is too far”, I thought to myself and told her that I didn’t want to go this far.  The truth was, I was really scared of being on a plane for more than 24 hours to get to the other side of the world. Australia was out of question to me.

I thought Canada could be a good option because we could improve our English and learn a bit of French. We got very excited about this new option so attended a few seminars where they explained what we needed to do to move to Canada. When they told us the price, my friend said she wouldn’t have enough money to go on this adventure.

I was so upset because I really wanted to go but I wouldn’t go on my own. A few months later, I went out for a few drinks with some Uni friends and I said to one of the girls that I really wanted to go overseas, and explained to her that my friend wasn’t coming anymore. She said: ‘That’s great. I will go with you.” But she would only go to England.

I thought it was a drunken joke that she would forget on the following day. However, a few months later, we would be embarking on an adventure to London together. This would be the part of my live where I would be living away from home.

Well, that is the start of my story…

I’ll leave some tips for those that intend to live overseas… tips that might help with the decision process:

1. Research very well the place you intend to go, especially if you’ve never been there: culture, food and habits can make a lot of difference on your experience.  It took me 3 weeks to meet an English person in London!

2. If you intend to go to a country that is cold during winter, make sure you move there during summer so you have time to adapt. Especially if you’re going to the Northern Hemisphere where days are shorter during winter. When I arrived in London during pick summer, I was surprised to see that the sun didn’t set until 10pm.

3. If possible, try and talk to somebody that has lived where you intend to go: he/she can give good advice on places to live, restaurants, where to get the best deals.

4. Some things are expensive and some things are cheaper overseas. I made the mistake of spending $400 on ample supplies of painkiller before moving to the London where I could have spent $50 buying from a British supermarket.

5. This is a personal choice, but if you’ve never been abroad, I would recommend picking Europe as the first choice: you’re able to visit other countries, for a very cheap price. There are some promotional flights with European airlines that cost $10 return.

6. And last but not least, enjoy the experience, the diversity, the differences and all that the new place has to offer! PS: Some might have noticed I’m currently living in Australia. Coincidence? Maybe. But this is a story for a next post!

por Marcela Rigg

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Recém chegada à casa dos 30, estou sempre em busca de novas aventuras, carioca, mas moro atualmente em Melbourne – Austrália. Apaixonada por música, livros, fotografia e viajar. Formada em administracão e trabalhando em marketing, adoro criar coisas novas e fazer da vida algo interessante. Motivada por: “Saia da sua zona de conforto”.

A batalha épica da louça na pia

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Antes de começar, vamos à definição de casamento do Deus Wikipedia:

Casamento é o vínculo estabelecido entre duas pessoas, mediante o reconhecimento governamental, religioso ou social e que pressupõe uma relação interpessoal de intimidade, cuja representação arquetípica é a coabitação, embora possa ser visto por muitos como um contrato”.

Ah, agora sim!

Sou casada há um ano. Nem faço ideia em que tipo de bodas estou incluída. E na real, nem quero saber! Sou feliz assim.

Meu marido e eu não tivemos a maravilhosa experiência de morarmos juntos antes de casar (a não ser que uma semana antes do casamento conte alguma coisa), portanto, estamos aprendendo a conviver em nosso palácio de 47m² como marido e mulher (ouçam a Marcha Nupcial neste momento).

Tudo começou muito lindo. A casa ficando exatamente, ou não, do jeitinho que imaginávamos: quadros em seus devidos lugares, sofá com a medida certinha da parede, a TV linda comprada na Black (cof, cof) Friday… Enfim, a casa estava completamente a nossa cara. Não conseguiria me sentir mais feliz! Finalmente casada com o homem que eu amo. Tudo se ajeitando. Até o marceneiro resolveu aparecer (calma! Isso é tema para um próximo texto)…

O que eu não imaginava é que uma verdadeira batalha estava se formando em minha cozinha. Na casa da minha mãe, a louça era autolimpante e eu realmente não entendo porque esta técnica não continuou aqui em casa. Como toda boa esposa, passei a me virar na cozinha, com direito a aplausos pelo meu macarrão, mas a louça não ia embora. Ela simplesmente continuava lá e não só isso, ela aumentava cada vez mais!

Foi só uma questão de tempo: quem era chamado de “amor” passou a ser o inimigo. Travamos uma guerra infinita de xingamentos, olhares fuziladores e “a louça desta vez é sua” por quase um ano! Durou muito mais que muita batalha por aí.

Como ele não está aqui para se defender, digo que ele foi o grande culpado, mas como tenho certeza que ele vai fazer o papel de marido e ler o blog, aposto que vai usar o argumento de sempre: “ah, ela sempre deixava mais louça na pia quando era a minha vez de lavar…”.

Depois de muitos meses de negociações intensas, chegamos a um acordo! Agora, o nosso lema é: usou, lavou! Simples assim. A vida ficou muito mais fácil depois do “usou, lavou”. Sem querer plagiar nada, mas “até a pele fica mais bonita”. Primeira luta finalizada. Ainda falta a do iogurte Grego, quem vai limpar o vaso sanitário, onde passaremos o Natal…

Por Bruna d’Avila 

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30 anos. Casada com o melhor amigo de adolescência. Geminiana convicta e extremamente curiosa. Assumi a responsabilidade de escrever sobre casamento, mesmo com apenas 1 ano de experiência, mas prometo me esforçar para não fazer feio com as amigas.

Esse é o nosso blog!

30     Mulheres de 30….tão diferentes e tão iguais

Depois de uma reunião de turma muito animada, nós mulheres de 30 e 30 e poucos, resolvemos compartilhar nesse blog todas as emoções e vivências dessa fase!  São 23 anos de amizade e os altos papos nos fizeram perceber que temos muito e nada em comum ao mesmo tempo: enquanto umas são recém casadas, outras acabaram de se separar, temos também as mamães de primeira viagem, as que são boas na cozinha e outras bem melhores em frente ao espelho.  O fato é que, em geral, as mulheres se assustam quando os 30 chegam, mas na prática é uma fase de autoconhecimento maravilhosa! Enfim, espero que vocês curtam essa leitura semanal e eclética! Tenho certeza de que muitas pessoas irão se identificar!