E às vezes a vida te prega uma peça

friendsTrabalhando no “Apt bar” eu tive a oportunidade de conhecer pessoas de várias nacionalidades. Às vezes era bem difícil de entender o que as pessoas falavam, mas era uma oportunidade de treinar meu inglês e de me acostumar com os diversos
sotaques.

 

Algumas noites, depois do trabalho, o pessoal do Apt saía junto para tormar uma bebida ou ficava no bar depois da hora conversando. Um dia, depois de uma jornada de 11 horas de trabalho, minha amiga Genet e eu decidimos ficar até o bar fechar. Já era 1h da manha, mas o bar só fechava às 2h, então ainda dava pra aproveitar um pouquinho.

Quando a Genet foi fumar na área de fumante, eu resolvi ir com ela e eis que repente, um rapaz começa a a conversar conosco e perguntar se nós tínhamos um isqueiro. Eu falei que eu não fumava e ele perguntou se poderia nos pagar uma bebida. Eu retruquei: “Não, eu não aceito bebida de estranhos!”, mas minha amiga falou: “Claro. Eu gostaria de uma dose tripla de gin com tônica por favor”. O rapaz ficou chocado com o pedido, mas não poderia negar. Depois de muita discussão, eu acabei aceitando um chopp.

todos

Então, do nada, eu começo a conversar com o rapaz, que estava meio bêbado  e bem nesse momento, minha amiga resolve desaparecer e nos deixar sozinhos. Eu digo para o rapaz: “Eu vou ao banheiro e depois nos falamos”, mas meu objetivo era mesmo desaparecer de vista. Meia hora depois, lá estava ele me seguindo novamente. Até os seguranças, que eram meus amigos, perguntaram se eu queria que ele fosse colocado para for a do bar. Eu falei: “Não tem problema não porque ele não fez nada de tão grave”.

 

Como ele estava meio bêbado,  pediu que eu desse o numero do meu telefone para ele a fim de marcarmos um encontro numa outra ocasião. Eu pensei que poderia dar certo, mas estava com medo que ele fosse um psicopata. Então, acabei dando o meu número antigo e quando ele tentou me ligar e não funcionou, falou: “Se não quiser me ver novamente, não precisa fingir que me deu o tel, mas dar o numero errado é sacanagem”. Ele não acreditou que o número que dei era realmente meu número antigo.

 

No dia seguinte, ele me convidou para um encontro e nós passamos um dia maravilhoso juntos: me levou numa exposição que eu estava doida para ir, mas não podia pagar, me convidou para um ótimo almoço, que eu fiz questão de pagar minha parte, mas também não tinha dinheiro e me levou para passear de barco no rio mais famoso de Londres. Eu só não sabia que esse encontro mudaria meus planos de retornar ao Brasil depois de 1 ano e 5 meses morando em Londres.

Na verdade, era tudo parte de um plano para que eu gostasse dele. E, para ser sincera, acho que o plano funcionou, considerando que já estamos juntos há 6 anos.

mej

Alguns fatos sobre a noite em que eu conheci o James Rigg:

  1. Ele estava usando tênis e não poderia entrar no club. Então, ele calçou as meias preta por cima do tênis para que ninguém percebesse – e funcionou!;
  2. Ele, na verdade, estava me seguindo quando nos encontramos ‘acidentalmente’ lá fora. Ele me viu subindo as escadas e resolveu me seguir e puxar papo comigo;
  3. Ele deixou os amigos para trás sem avisar para me seguir até lá fora;
  4. Ele tentou me beijar no primeiro encontro e, por isso, os seguranças queriam expulsá-lo do bar;
  5. Ele diz, até hoje, que quando me viu, ele sabia que um dia eu seria sua esposa. E me faz acreditar nisso. E na verdade, nos casamos 1 ano e 5 meses depois.

 In English:

Sometimes life plays with you

Working at Apt bar, I met lots of people from different places. Sometimes I would struggle to understand what they were saying but it was a great opportunity to improve my English and get used to different accents.

Apt staff always used to go out after our shifts or just stay and have a drink until the bar was closed. One day, after an 11 hours shift, my friend Genet and I decided to stay and have a few drinks after work. It was 1h in the morning already and we could manage to get a few before the bar closed at 2am.

Genet went outside to have a smoke and I went with her. Suddenly, this guy starts talking to us, asking if we had a lighter and all that small talk. I said I didn’t smoke and he asked if we wanted a drink. I said no, as I normally don’t accept drink from strangers but my friend said: “Yes, of course. Can I have a triple gin and tonic please?” The guy was in shock but he couldn’t say no to her request. After much of a discussion, I ended up accepting a beer.

I’m talking to this guy – who was completely drunk – and my friend disappears and leaves me there on my own. I said to the guy: “I will go to the bathroom and see you downstairs later” but my real objective was to disappear. 30 minutes later, there he was, following me again.

Even the security men, who were my friends, asked if I wanted to have him throw out.  I said: “It’s ok, he didn’t do anything bad”.

As he was really drunk, he said: “Can I have your number? I really like you and I would like to invite you on a date when I’m sober.” I thought it was sweet but I was scared he was a psycho! I ended up giving him my old number but he tried to call me on the spot and my phone didn’t ring. Then he says: “You don’t need to give me a fake number if you don’t want to see me again”. He didn’t believe I truly gave him my old number by accident.

On the following day, he invited me out to make up for being drunk and silly the night before. He took me on the most lovely date: the exhibition that I really wanted to go but couldn’t afford, for a lovely lunch – that I offered to pay for mine but again didn’t have money for it, and to go on a boat ride on the Thames River. What a lovely day we had together! Only I didn’t know that this date would change my plans of going back to Brazil after leaving in London for 1,5 years.

It was all part of his plan to make me like him. And in all fairness, 6 years later, I believe he did all the right things.

A few facts about the night I met James Rigg:

  1. He went to the club wearing trainers and had to put his black socks on the top of his shoes so he could get in the club
  2. He actually ‘stalked’ me all the way outside – it wasn’t a coincidence he saw us outside. He crossed my path on the stairs and followed me all the way outside – stalker!
  3. He left his friend behind to go and follow me around the place
  4. He tried to kiss me on the first night and that’s why the security wanted to throw him out.
  5. He says – to this day, that when he first saw me, he knew that one day I’d be his wife. He made me believe that.  Now I actually am his wife.

por Marcela Rigg


Recém chegada à casa dos 30, estou sempre em busca de novas aventuras, carioca, mas moro atualmente em Melbourne – Austrália. Apaixonada por música, livros, fotografia e viajar. Formada em administracão e trabalhando em marketing, adoro criar coisas novas e fazer da vida algo interessante. Motivada por: “Saia da sua zona de conforto”.

 

 

 

 

 

 

Missão: arrumar um emprego em Londres

1

Ju e eu, garçonetes em Londres

 

Então, a felicidade era imensa: conhecer novos lugares, novas pessoas, novas realidades e culturas. Mas a realidade era que o dinheiro que tinha guardado só dava para morar em Londres por 2 meses sem trabalhar.

Como eu imaginava, tudo em Londres é muito caro. Com a quantidade de coisas novas para fazer, o dinheiro acaba rapidinho. Sem contar que quando mudamos para Londres, a taxa de troca era quase R$4 por 1 pound (moeda do Reino Unido) e o dinheiro brasileiro não vai muito longe. Minha missão então era: arrumar um emprego desesperadamente.

O visto de estudante só permite que você trabalhe por 20h por semana. Além disso,  tínhamos aulas de 8h da manha às 5h da tarde, três vezes por semana. Não existiam muito empregos que eu poderia arrumar. Comecei a procurar nos sites indicados por brasileiros – como Gumtree – e a maioria das oportunidades eram de garçonete, barista ou faxineira. Como eu não tinha muita opção, mandei meu currículo para tudo o que havia disponível.

O melhor foi ter que escrever um currículo contando das minhas ‘experiências’ como barista e arrumadeira no Brasil. Inventei que tinha trabalhado num hotel e no bar e restaurante da mãe de uma amiga no Brasil e que sabia vários coquetéis- não acreditei quando consegui uma entrevista!

O gerente me perguntou: “Quais coquetéis você sabe fazer?” Eu falei: “Vários! Provavelmente você não saberá quais, porque só tem deles no Brasil, mas creio que já ouviu falar de caipirinha? (esse era o único coquetel que eu realmente sabia fazer). Não me pergunte como,  mas consegui que ele me desse um período de experiência para que eu mostrasse o que eu sabia fazer. Em 4 horas de trabalho, eu teria que apresentar todos os coquetéis que eu sabia. Bom, meu primeiro cliente me pediu uma garrafa de vinho tinto, que eu não consegui abrir porque era de rolha – e eu nunca tinha feito isso na minha vida! Conclusão: não fui chamada de volta!

Então, fui convidada para servir de garçonete numa festa bem chique com uns 200 convidados. Falei que já tinha feito trabalho similar no Brasil e eles me deram uma chance! Quando você serve nessas festas no Reino Unido, todos os garçons têm que servir ao mesmo tempo e carregar três pratos de cada vez. Pra não fazer feio, eu falei com a coordenadora que os pratos eram muito pesados para mim e que eu prefira levar só dois de cada vez. Ela falou que tudo bem e eu fiquei aliviada. Mas aí cometi o erro de retirar o sal e pimenta da mesa na hora errada e ganhei um esporro equivalente a ter quebrado o prato extra que eu tava com tanto medo de carregar.

Numa outra tentativa, fui chamada para uma entrevista para trabalhar no café do prédio onde fica a Unilever em Londres.  O meu sonho de consumo sempre foi trabalhar em Marketing para Unilever quando ainda estava no Brasil. Quando tive a chance dessa entrevista, peguei meu currículo verdadeiro – experiências que tive no Brasil – e levei para entrevista para tentar conseguir um emprego em Marketing. Entreguei para o entrevistador e falei que eu gostaria muito de uma oportunidade de trabalhar em Marketing na empresa deles. O entrevistador me olhou como se eu fosse louca e disse: a vaga que temos é para servir na lanchonete. Aceita? Fiquei com tanta vergonha que fui embora e não respondi ao e-mail que eles me mandaram.

2

As meninas do “Apt Bar”

Depois de tentativas frustradas, mas sem desistir, consegui uma entrevista num bar no centro da cidade. Quando cheguei lá, conhecei o Eduardo, que também era brasileiro, e de cara falei: não tenho a menor ideia do que eu tenho que fazer. Nunca trabalhei em bar ou restaurante no Brasil mas vou dizer que já fiz. Ele falou: “Sem problemas, eu te ajudo”. Gracas a ele, consegui o emprego e ficamos grandes amigos.

Trabalhei no “Apt Bar” por quase 1 ano e meio. Lá eu fiz grandes amizades e me diverti bastante. Trabalhava até altas horas da madrugada nos finais de semana, o que me fez chorar algumas vezes.  Mas mal eu sabia que esse emprego iria mudar minha vida para sempre…

 

3

Família “Apt Bar”: bons tempos!

 Versão em inglês (In English)

Mission: Finding a job in London!

Once upon a time, there was only happiness: visiting new places, meeting new people, experiencing a new culture. But after arriving in London, the reality was that the money I had saved would only last me 2 months.

As I imagined, everything was very expensive in the UK and the exchange rate wasn’t working in my favour: with 4 reais to the pound, my savings wouldn’t last long. So the mission was to find a job desperately.

My student visa only allowed me to work 20 hours per week, as I was a full time student 3 days a week. There were not many jobs I could do apart from hospitality. So I went to Gumtree and applied for every single job from cleaner to bartender and waitress.

The best part was creating a CV that recounted my ‘experience’ in Brazil where I described my previous employment as bartender, waitress and cleaner in a hotel. Well, this little white lie got me an interview!

During the interview, the manager asked: “So what cocktails can you make?”. I said: Lots but they are only famous in Brazil. But you probably heard of caipirinha”. I’m not sure if I am a good liar but he gave me a trial shift. The task was to show him in 4 hours which cocktail I could make. My first customer asked me for a bottle of red wine and I couldn’t remove the cork – as I had never done that before in my life! Needless to say… I wasn’t invited back.

So I was invited to work as a waitress in a posh party for 200 people. Most of the ‘experienced’ staff have to carry 3 plates at the same time so all guests get the food together. I said to the supervisor I couldn’t do it because the plates were too heavy and she said it was ok. I was relieved I wouldn’t make a clown of myself dropping a plate. However, the supervisor got super angry at me when I removed salt and pepper from the table at the wrong time. Perhaps I should have had a go at carrying the 3 plates in the first place!

In another opportunity, I was called to an interview to work at Unilever’s canteen in London. I was so excited as I always dreamed about working in Marketing for Unliver when I was still in Brazil. I thought: “I’ll take my real CV – with my Brazilian experience – and ask them for an opportunity to work in their Matketing team”. The manager that was interviewing me and saw my CV looked at me as if I was crazy and said: “ The position available is to work in the canteen. Fancy it?” I was so embarrassed that I left and didn’t even reply to the email they sent to me later that day.

After all my frustrated attempts but without giving up, I got an interview in a bar in central London. When I got there, I met Eduardo who was also Brazilian, and I said: “ I never worked in a bar before and I’ve got no idea of what to do”. He said: “No worries, I can help you”. Thanks to Eduardo, I got the job and we became friends.

I worked in Apt Bar for almost 1,5 years. I made lots of friends and had a great time. I worked until late hours during weekends, which made me cry sometimes. But what I couldn’t imagine is that this job would change my life forever!

 

 por Marcela Rigg

marcela2

Recém chegada à casa dos 30, estou sempre em busca de novas aventuras, carioca, mas moro atualmente em Melbourne – Austrália. Apaixonada por música, livros, fotografia e viajar. Formada em administracão e trabalhando em marketing, adoro criar coisas novas e fazer da vida algo interessante. Motivada por: “Saia da sua zona de conforto”

 

 

 

 

Aventuras em Island Gardens

Captura de Tela 2014-01-22 às 11.47.20Juliana e eu resolvemos ir para Londres para estudar inglês e fazer uma pós graduação em Administração. O primeiro passo, era acharmos uma empresa que pudesse nos ajudar a encontrar uma escola local por um bom preço e  nos orientasse no processo de aplicação para o visto. Depois de pesquisarmos bastante, achamos uma empresa em São Paulo que poderia nos ajudar. Juntamos toda a papelada, aplicamos para o visto de estudante de 6 meses e depois disso,  embarcamos para Londres.

O pacote que compramos com a empresa incluía a acomodação por quarto semanas em uma casa escolhida por eles, que teoricamente seria perto da escola. Quando chegamos em nossa nova residência em Island Gardens, descobrimos que o nosso quarto era na sala e que a casa não tinha nenhuma área comum, a não ser a cozinha, que era parede com parede com a minha cama. Imaginem o nosso choque!

Mas não era só isso: a  casa ‘acomodava’ mais 7 pessoas, o que significa que moraríamos em 10, num apartamento com um banheiro e um lavabo e sem sala. Que maravilha! Quando chegamos, tinham duas peruanas e um brasileiro morando na casa. Até então, nada mal. Mas em um mês, já éramos 10 pessoas.  A maioria dos moradores de Island Gardens eram brasileiros. Começamos com o cearense Leandro, o primeiro morador de Island Gardens e as duas peruanas (que eram um casal), que estavam voltando para o Peru na semana que chegamos. Ju, Leandro e eu tivemos a casa só para nós três por uma semana, o que nos fez sentir muito privilegiados.

Captura de Tela 2014-01-22 às 11.48.46

Duas semanas depois, os novos moradores foram chegando: Guilherme e Pedro, de Minas Gerais, Camillo, de Brasília, Clarisse, de São Paulo, João, da Bahia. Ricardo, de São Paulo. Natalia, que seria a nova integrante para o nosso quarto/sala de 3 pessoas, era de São Paulo. Também tinha uma menina da Indonésia, mas ela nunca saia do quarto e nem falava conosco.

Uma coisa que você aprende quando vai morar no exterior é que as pessoas têm diferentes hábitos e jeitos de viver, especialmente se são de culturas diferentes. Para nós, brasileiros, que geralmente moramos com nossos pais até nos casarmos é um grande choque no sistema ter que dividir uma casa, não muito grande, com várias pessoas de hábitos e costumes diferentes.

Morar com brasileiros, nesse caso, é uma boa opção, porque existe uma probabilidade maior de que os hábitos e os costumes serão os mesmos. Mas não pense que é fácil. Você irá aprender bastante, principalmente a ter paciência!

Algumas dicas para achar uma escola e uma empresa para ter ajudar no processo de retirada do visto:

  1. Pesquise bastante na internet e faça comparações entre as empresas e escolas que eles oferecem.  No nosso caso, mesmo com várias pesquisas, acabamos tendo vários problemas quando chegamos em Londres;
  2. Assim que a empresa te oferecer as opções de escola/universidade, pesquise as referências da escola antes de pagar o pacote. No nosso caso, nos venderam o programa como uma parceiria com a Universidade do Pais de Gales, mas quando chegamos lá, somente o MBA te dava o diploma da Universidade de Gales: propaganda enganosa!
  3. Se tem amigos que moram em Londres,  entre em contato com eles para te levarem para conhecer a cidade e orientarem sobre transporte, hábitos e o coisas que te facilitam no dia-a-dia. Por exemplo, a pontualidade britânica acontece até nos horários que passam o ônibus. Então, fique esperta (o) porque se chegar no ponto atrasado, o motorista no espera não.
  4. Um site com várias informações para os marinheiros de primeira viagem e o London Help 4U(www.londonhelp4u.co.uk/). Dê uma pesquisada antes de embarcar na sua jornada
  5. Um outro site que tambem recomendo é o Gumtree (www.gumtree.com). Nesse site você encontra de tudo: trabalho, lugar para morar, móveis para vender e é  uma ótima fonte de busca.
  6. No mais, absorva tudo que puder. São tantas novidades e experiências enriquecedoras todos os dias e apesar dos perrengues, o saldo é super positivo!

Captura de Tela 2014-01-22 às 11.50.46

English Version

Island Gardens Adventures

Juliana and I decided to go to London to study English and to do a Post Graduate certificate in Business.  We had finished university in Brazil where we both had professionals job and we decided to quit and go to the UK. The first step was to find an agency that could help us find a school and apply for our visas.

After lots of research, we found an agency in Sao Paulo that could help us. We got all the paperwork together and were subsequently granted our visas.  Six months later we left for London.  Our UK package included 4 weeks accommodation in a house chosen and certified by the agency and technically close to the school.

When we got to our ‘new home’ in Island Gardens, we learned that our bedroom was originally designed to be the living room of the house.  This meant the only common area in the house was the kitchen, right next to my bed. We were not particularly impressed! It doesn’t end there. We also learned that the house could accommodate another 7 people meaning that the it would have ten people living in it once all the other occupants had arrived… in a house with one bathroom, one toilet and no living room. Awesome!

When we arrived in Island Gardens, there were 2 Peruvians and 1 Brazilian living there. Not too bad, we thought. But in less than a month, we were 10 already.  Most of the inhabitants were Brazilians. The first one in the house was Leandro and then Juliana and I.  The Peruvians were a lesbian couple and they were leaving the same week we arrived. They never spoke to us. Soon we had Guilherme, Pedro, Camillo, Clarisse, Joao e Ricardo, all from different parts of Brazil. A month later, our new roommate arrived, Natalia from Sao Paulo (yep, I was sharing a room with 2 other people).

There was also a girl from Indonesia but she never left her room for anything and never spoke to us.

Something you learn when you live abroad is people have different ways and standards of leaving. For Brazilians who normally live with their parents until they get married, having to share a house not so big and with people from different backgrounds can be a shock to the system.

Living with Brazilians at the beginning can be a great option because they are more likely to have the same types of behavior and habits. But don’t think it will be easy. You’ll learn a lot and will develop a great deal of patience!

A few tips on how to find an agency and good schools before embarking on your journey:

  1. Do your research about the agencies and the schools they are offering you to ensure they are certified by the British Council. In our case, even after lots of research, we ended up having lots of problems when we arrived in London.
  2. As soon as the agency offers you a package, make sure you check the school reference and try and find some information from people that actually study there. We’d been told that our course would award us a certificate from University of Wales, but once we got there, we learned only the MBA would award such a certificate!
  3. A very good site for Brazilians that never been overseas is London Help 4U (www.londonhelp4u.co.uk/).
  4. Another great website is Gumtree (www.gumtree.com).  In this site you can find lots of great deals: work, places to live, furniture and other items to purchase, and most of things you need when moving to a new city.
  5. The main thing is to absorb the most you can from your experience. You’ll experience and learn new things everyday. It’ll be hard sometimes but the balance is overwhelmingly positive. Enjoy it!

 por Marcela Rigg

marcela2Recém chegada à casa dos 30, estou sempre em busca de novas aventuras, carioca, mas moro atualmente em Melbourne – Austrália. Apaixonada por música, livros, fotografia e viajar. Formada em administracão e trabalhando em marketing, adoro criar coisas novas e fazer da vida algo interessante. Motivada por: “Saia da sua zona de conforto”

 

Morar fora: para onde vou?

shoesMe recordo como se fosse hoje de quando eu era pequena e meu pai sempre retornava cheio de histórias e fotos sobre os lugares por onde passava, comidas que experimentava e pessoas que conhecia pelo mundo, pois ele sempre viajava a trabalho. Apesar de não ir com ele, por ser muito pequena, eu sempre imaginava que um dia moraria no exterior.

Bom, o tempo passou e a vontade de morar fora ainda era constante. O mais engraçado é que até os meus 25 anos eu nunca tinha ido a nenhum outro país e nem sequer andado de avião, porque eu morria de medo!

Um dia, conversando com uma amiga que trabalhava comigo, comentei da minha vontade de morar fora e da falta de coragem de ir sozinha – lembra, Bastos? Ela, para minha surpresa se empolgou e disse: vou com você ! Como o objetivo era voltar fluente para o Brasil, meu desejo sempre foi morar em um país onde a língua oficial fosse o inglês.

A empolgação foi tanta que a mãe dela – que já tinha morado em Londres – comprou de presente um livro de mais de 500 páginas com todas as informações sobre a Austrália! “Austrália?”, eu pensei, esse lugar é muito longe. Falei com ela que não gostaria de ir para tão longe, mas pra ser sincera, o meu maior medo era viajar por 24 horas de avião até chegar ao outro lado do mundo.  A Austrália, naquele momento, estava fora de cogitação.

Pensei, então, no Canadá, porque além do inglês, poderíamos aprender um pouco de francês, língua no Norte do Canadá. Nos empenhamos, fomos a algumas palestras e, quando descobrimos o preço da aventura, minha amiga desistiu na hora.

Fiquei um pouco chateada porque eu não tinha coragem de ir sozinha, mas não queria desistir da ideia. Então, um dia, muitos meses depois, num bate papo informal daqueles de mesa de bar, comentei  do meu desejo de ir para o exterior com uma menina que estudou na  faculdade comigo, mas eu reforcei que não gostaria de ir sozinha. Ela ficou toda empolgada e topou, mas só se fosse pra Inglaterra. No começo, achei papo de boteco, mas algum tempo depois estávamos nós duas embarcando para Londres, rumo ao que seria a etapa da minha vida no exterior.

big ben Bom, esse é o começo da minha história…Para aqueles que tem o mesmo objetivo, aqui vão algumas dicas que me ajudaram bastante na hora de tomar minha decisão:

1- Pesquise bem o lugar escolhido, especialmente se nunca foi para o exterior. Culturas, comidas, pessoas fazem muita diferença na sua experiência. Eu, por exemplo, demorei 3 semanas para conhecer um pessoa inglesa em Londres;

2- Se for para um país frio, tente se programar para viajar durante o verão, só assim terá tempo de se acostumar com as mudanças de temperatura e com o fato de que os países no Norte do mundo têm dias muito mais curtos no inverno, o que faz parecer que está sempre de noite. Quando eu cheguei em Londres eu fiquei maravilhada de ver o sol se pondo às 10 da noite durante o pico do verão!

3- Se possível, tente conversar com pessoas que já estiverem ou moraram no lugar para onde você vai: elas podem te dar dicas valiosas sobre lugares para alugar casa, bares, restaurantes etc;

4- Algumas coisas são mais caras e outras são mais baratas no exterior. Eu cometi o erro de gastar R$600 em remédios para dor que me custariam R$70 nos supermercados ingleses;

5- Essa é uma questão pessoal, mas se nunca viajou para o exterior, aconselho a ir . Tem voos promocionais em companhias aéreas europeias por R$25 ida e volta;

6- E por último, aproveite a experiência, as diferenças, a diversidade: é super enriquecedor!

PS: Alguns devem ter notado que atualmente moro na Austrália. Acaso, coisas do destino? Isso é história para um próximo post.

globe

Versão em inglês

Living abroad: choosing the right place to go

Since I was a kid, I watched my dad travel around the world for his work conferences and he would come back full of pictures and stories about places he’s been, food he’s tried and people he had met. He never took us with him because we were too young, but it always made me think about going abroad.

I grew up but never lost that feeling. The funny thing is, until I was 25 years old, I’d never been in a different country and never travelled on a plane because I was too scared.

One day, talking to a girl that used to work with me, I said I really wanted to live overseas for a while but I didn’t have the guts to go on my own. To my surprise, she said she had the same dream and she would come with me. I said I would like to go to a country where I could improve my English.

She got so excited that the following day that she brought a book to work with more than 500 pages with everything you need to know about Australia – this was a present from her mum. “Australia?, this place is too far”, I thought to myself and told her that I didn’t want to go this far.  The truth was, I was really scared of being on a plane for more than 24 hours to get to the other side of the world. Australia was out of question to me.

I thought Canada could be a good option because we could improve our English and learn a bit of French. We got very excited about this new option so attended a few seminars where they explained what we needed to do to move to Canada. When they told us the price, my friend said she wouldn’t have enough money to go on this adventure.

I was so upset because I really wanted to go but I wouldn’t go on my own. A few months later, I went out for a few drinks with some Uni friends and I said to one of the girls that I really wanted to go overseas, and explained to her that my friend wasn’t coming anymore. She said: ‘That’s great. I will go with you.” But she would only go to England.

I thought it was a drunken joke that she would forget on the following day. However, a few months later, we would be embarking on an adventure to London together. This would be the part of my live where I would be living away from home.

Well, that is the start of my story…

I’ll leave some tips for those that intend to live overseas… tips that might help with the decision process:

1. Research very well the place you intend to go, especially if you’ve never been there: culture, food and habits can make a lot of difference on your experience.  It took me 3 weeks to meet an English person in London!

2. If you intend to go to a country that is cold during winter, make sure you move there during summer so you have time to adapt. Especially if you’re going to the Northern Hemisphere where days are shorter during winter. When I arrived in London during pick summer, I was surprised to see that the sun didn’t set until 10pm.

3. If possible, try and talk to somebody that has lived where you intend to go: he/she can give good advice on places to live, restaurants, where to get the best deals.

4. Some things are expensive and some things are cheaper overseas. I made the mistake of spending $400 on ample supplies of painkiller before moving to the London where I could have spent $50 buying from a British supermarket.

5. This is a personal choice, but if you’ve never been abroad, I would recommend picking Europe as the first choice: you’re able to visit other countries, for a very cheap price. There are some promotional flights with European airlines that cost $10 return.

6. And last but not least, enjoy the experience, the diversity, the differences and all that the new place has to offer! PS: Some might have noticed I’m currently living in Australia. Coincidence? Maybe. But this is a story for a next post!

por Marcela Rigg

marcela2

Recém chegada à casa dos 30, estou sempre em busca de novas aventuras, carioca, mas moro atualmente em Melbourne – Austrália. Apaixonada por música, livros, fotografia e viajar. Formada em administracão e trabalhando em marketing, adoro criar coisas novas e fazer da vida algo interessante. Motivada por: “Saia da sua zona de conforto”.