Filhos? Agora não, obrigada!

filhosQuem tem o primário (coisa de velho) completo, aprendeu na escolinha com a tia que o ser humano nasce, cresce, reproduz e morre.

Bom, quando crescemos, aprendemos que a parte do “reproduz” não acontece com todos os seres humanos. Talvez porque
devemos acrescentar mais algumas etapas nesta longa jornada e ela poderia ficar assim: o ser humano nasce, cresce, estuda loucamente, trabalha pra c*r*lh*, não tem tempo, grana ou parceiro ideal para reproduzir e morre.

Não estou aqui para falar sobre meios de reprodução, pois não sou especialista e a minha coluna neste modesto blog não tem nada a ver com isso. Quem acompanha meus excelentes textos (cof, cof) sabe que aqui eu falo de relacionamentos.

Sou casada há quase 2 anos e estou com 31 aninhos (é, eu sei, está na hora de atualizar a minha descrição na seção “colunistas”). E como todo casal que está casado há mais de um ano, é óbvio que (quase) todo mundo pergunta sobre futuro(s) rebentos.

A pessoa que mais enche meu saco, ops, me pergunta sobre filhos é o meu pai. Toda vez que eu o encontro é sempre a mesma pergunta: “minha filha querida (eu não estou inventando. O adjetivo querida sempre vem acompanhado do substantivo filha), quando é que você vai dar um neto para o papai?”. A resposta é sempre a mesma: “pai, filho é artigo de luxo e eu sou pobre.”. Não sei se funcionaria com vocês, mas comigo, esta resposta é tiro e queda.

Minha mãe não me pergunta sobre netos, pois ela sabe que como mãe da provável nova mãe do pedaço, ela teria que parar de saracotear por aí para me ajudar por pelo menos 1 mês após o parto. E como ela me conhece muito bem e sabe que sou uma pessoa super fresca, eu inventaria mil desculpas para ela se mudar pra minha casa por pelos menos uns 5 anos…

Meus sogros não me perguntam mais sobre filhos. Sou muito agradecida à minha cunhada por ter acabado de parir um bebê, ato o qual, faz com que eles fiquem empolgados com o menino por uns 5, 10 ou até 20 anos. É entretenimento quase infinito!

Muitos amigos que já têm filhos me perguntam quando eu vou me animar. Eu sinceramente não sei a resposta para esta pergunta então sempre respondo que talvez um dia, quando meu marido não aguentar mais olhar pra minha cara dia e noite e quiser um bebê em casa.

Por falar em marido, sou muito sortuda por não ter um marido que me cobra filhos. Acho que ele quer atrasar este processo até muito mais que eu.

Vocês devem estar achando que eu não quero ter filhos nunca, mas não é isso. Só acho que devemos nos planejar para várias situações na vida, principalmente uma que mudará sua vida para sempre: tanto emocional quanto financeiramente.Filho-na-cama-dos-pais2

Para que tudo saia no Bruna way of life, na minha agenda do Google já está marcado um evento: no dia 08 de julho de 2016 (um dia após eu fazer 33 anos), meu marido e eu receberemos um e-mail com o seguinte assunto: conversar se teremos filhos! Não é o suprassumo do planejamento?

E vocês, mulheres casadas, o povo cobra a contribuição de vocês na superpopulação deste mundo?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Então, é Natal!

arvore“Já é Natal na Leader Magazine!”, essa musiquinha é o start para percebermos que o final de ano chegou! Junto com ele, vem a ansiedade pelo cumprimento das metas de 2014 e  a alegria das festas de Natal em família! Alegria? Vejamos…

O nome da coluna é “Excesso de gostosura”, então, não posso deixar de falar da ceia de Natal! Quando criança, era muito mais fácil participar, porque tomava meu banho, colocava a roupa nova e partia pra festa! Festa? Que nada! Minha mãe, avós e tios ficavam tão cansados de cozinhar na véspera, que antes de meia noite, no momento tão esperado pelos pequenos, eles já estavam roncando no sofá! Eu cresci e não admitia aquilo, então criei artifícios para mantê-los acordados. No primeiro ano, foi o bingo com prendas de R$1,99, no segundo, foi um jogo de adivinhações, tipo: “qual a altura do maior pico do mundo?”, enfim, várias eram as brincadeiras para que eles desfrutassem conosco daquele momento de abrir os presentes, o mais importante é que dava certo!

BUTTERBALL TURKEYA fase adulta me fez perceber uma coisa muito boa: além de degustadora, para não dizer gulosa, também sou boa cozinheira e, assim como minha mãe, passo a véspera de natal assando o peru de natal (que é tão fácil de fazer, vem temperado e pronto pra assar- essa musiquinha sempre vem na minha cabeça quando falo do peru…rs). Minhas outras especialidades são a torta de bacalhau e, de sobremesa, o pavê de chocolate, que é receita de mamys!

Lá em casa tem tanta fartura que é bem complicado arrumar espaço na geladeira para promover o almoço do dia 25, mas a galera sempre dá um jeito de garantir aquela rabanada geladinha de manhã com o café pelando e o imenso peru de Natal que sempre sobra pro dia seguinte. Falando em peru, enquanto ele estiver no forno, você pode otimizar o seu tempo embrulhando presentes, fazendo aquela farofinha ou se divertindo com seu namorado, marido, noivo e afins (falando nisso – você já comprou seu modelito mamãe noel?)…valerá a pena! #ficaadica

presentes de natal 1 Viu? Aos 30 anos, já sou cozinheira de mão cheia, mas diferente deles, eu não durmo não, tá? Fico bem acordada para ver minha afilhada  de 2 aninhos abrindo as caixas numa felicidade só e isso não tem preço! Óbvio que também adoro abrir os  que recebo, mas admito: melhor do que isso, é ver a reação de quem está ganhando o presente.

Quando eu tinha uns 10 anos, o foco não eram os presentes,  minha mãe, por exemplo,  investia no envio de cartões natalinos pelos Correios! Eu transformava o dia de comprar os cartões em uma festa particular. Ainda em novembro, íamos ao camelô na esquina da minha casa e a escolha era a dedo. Hoje em dia, chega a ser cansativo pensar nessa possibilidade com essa vida corrida, tão diferente dos anos 90! Para não deixar a tradição morrer, esse ano, eu resolvi distribuir cartões, então pulei a parte da postagem, mas o texto continua personalizado.  #sósucesso

abraçoAcho que todo mundo, sem exceções, tem histórias de Natal para dar e vender com a família e com os amigos. Nesse mundo tão volátil, são esses momentos de retribuição, troca e cumplicidade que a gente leva da vida.

Apesar da ausência de entes queridos sentida pelos adultos e, para as crianças, da descoberta traumática de que o bom velhinho não existe, só depende de nós,  fazermos dessa noite, uma noite de troca. Não falo só da troca de presentes, falo da troca do abraço! Aproveite esse momento, para abraçar aquele amigo que você só vê nos encontros de final de ano, aquele familiar que você se desentende de vez em quando, aquela vovó gostosa e a mamãe, com aquele abraço caloroso que só ela sabe dar!

Feliz Natal a todos! 🙂

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Dica de brincadeira para a noite de Natal

1- Peça a cada participante da ceia para levar um presente unissex de determinado valor;

2- Coloque todos os os presentes em cima de uma mesa e distribua números entre os participantes;

3- Peça a cada participante que pegue um número, lembre-se essa será a ordem em que cada um escolherá o presente da mesa durante a primeira rodada;

4- Na segunda rodada, seguindo a mesma ordem do sorteio, um pode roubar o presente do outro sem dó nem piedade!

5- Depois de roubar, cada um abre seu presente, o que  vai gerar bastante polêmica…rs

@A dica é camuflar os presentes, para que ninguém saiba o que é! 🙂

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por Renata Lopes

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 ”Sorrir é o melhor remédio” esse é o meu lema! Carioca, sonhadora e com uns quilinhos a mais, conquistados após os 20 anos e bem aceitos com a chegada dos 30. Não vou ser hipócrita de dizer que isso não me incomoda, mas também sou realista e tento usar o meu “excesso de gostosura” a meu favor, sempre! Aguarde e confie nas dicas “Plus” da coluna!